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A Cidade das Mulheres no Século XXI

Hoje em dia as discussões sobre a situação da mulher na sociedade não são mais tão calorosas como antigamente… temos a impressão que finalmente mulheres e homens se equipararam em direitos e deveres, afinal, pensamos, até a presidente do Brasil é uma mulher! Imaginamos que a época de queimar sutiãs em praça pública já passou, e que o feminismo é um movimento tão esquecido e fora de contexto quanto as Diretas Já. Mas será mesmo que o machismo e o feminismo estão assim tão distantes do nosso dia-a-dia? “Cidade das Mulheres”, um clássico imortal do grande mestre do cinema Frederico Fellini, nos mostra de forma onírica a situação da mulher nos anos 80, e nos possibilita refletir sobre a situação da mulher nos dias de hoje.

Como muitos filmes do mestre, “Cidade das Mulheres” tem uma narrativa não linear, e é um filme muito mais representativo do que real. Com estilo onírico, o filme é altamente crítico, e retrata os pensamentos de homens e mulheres de uma época a respeito do “sexo frágil”. Leia o resto deste post

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Grease – Nos Tempos da Brilhantina

Vamos falar hoje de um dos maiores sucessos da década de 70, “Grease” ou melhor “Nos tempos da brilhantina”, esse filme é espetacular e é um dos musicais mais conhecidos do cinema até hoje, ainda é lembrado por todos com um belo clássico cinematográfico. O filme “Grease” foi rodado no ano de 1978, contou com a participação de John Travolta e Olivia Newton-John e foi dirigido por Randal Kleiser .

Relatos dizem que o nome original “Grease” vem de uma subcultura de jovens trabalhadores norte-americanos conhecidos como “greasers”, ou melhor gangues de rua, existentes no nordeste e no sudeste dos Estados Unidos nos anos 50. O estilo de vida dos Jovens “Greasers” se tornou muito popular na época entre a juventude americana devido à seu aspecto de rebeldia nos costumes e no modo de agir desses grupos.

O Orçamento de Grease foi de US$ 6 milhões, sendo que arrecadou US$ 360 milhões nas bilheterias de todo o planeta. Teve uma continuação (“Grease 2”) em 1982 com Michelle Pfeiffer no papel principal, mas não obteve o mesmo sucesso.

Sinopse

O filme ocorre na Califórnia na década de 50, quando a australiana Sandy (Olivia Newton-John) se apaixona por Danny (John Travolta) enquanto estava de férias nos Estados Unidos, ambos acabam trocam juras de amor, mas quando o verão acaba Sandy tem que voltar para a Austrália e o casal se separa. Porém os pais dela decidem mudar de idéia e permitem que ela fique e ela acaba indo para o mesmo colégio de Danny. Embora os dois ainda estejam apaixonados ele a trata totalmente diferente e começa a esnobá-la. Líder da gangue dos T-Birds, ele tem uma reputação a manter e não pode ficar namorando apenas uma garota. Sandy fica desapontada, pois não consegue se adaptar à nova vida. Esta trama retrata a vida e o comportamento dos jovens daquela época. Grease – Nos Tempos da Brilhantina foi o grande sucesso de 1978.

O Poderoso Chefão

Mafiosos, intrigas, disputas de poder e um jovem que se transforma para defender a honra do pai. “O poderoso chefão” foi baseado no romance homônimo de Mario Puzo “The Godfather”. Dirigido por Francis Ford Coppola, o filme conta com a atuação dos gigantes do cinema Marlon Brando e Al Pacino.

Em 1945, Don Corleone (Marlon Brando) é o chefe de uma família da máfia italiana de Nova York. Ele apadrinha e protege pessoas em troca de favores. Quando Corleone se recusa a entrar no negócio das drogas se inicia uma guerra de gangues. É então que Michael (Al Pacino), que nunca havia se envolvido com os negócios sujos da família resolve vingar o pai e, frio e calculista, se transforma no novo Don de Nova York.

Há muitos filmes do gênero, dramas policiais que mostram mafiosos, guerras de gangues, traições e defesa da honra, mas nesse universo de filmes “O poderoso chefão” se destaca por ser um tratado sobre o submundo, em que o mundo do crime é mostrado e desvendado, mas com imparcialidade. Ao final de “O poderoso chefão” você provavelmente não saberá dizer se o mundo do crime é bom ou ruim, mas com certeza estará impressionado com a genialidade da história, que envolve o espectador do início ao fim com uma trama inteligente e penetrante.

Premiações

Vencedor de três Oscars, nas categorias  melhor filme,  melhor roteiro  adaptado e melhor ator.

Cantando na Chuva

É impossível falar sobre clássicos do cinema sem citar o famosíssimo “Cantando na chuva”, uma das melhores produções cinematográficas de todos os tempos.

Produzido em 1952 e dirigido por Stanley Donen e Gene Kelly, “Cantando na chuva”  é um clássico atemporal que encanta pessoas de todas as idades há decadas. A incrível atuação de Gene Kelly como ator e bailarino é realmente memorável e dá um brilho especial ao musical. 

Don Lockwood e Lina Lamont são dois astros do cinema mudo que, com a chegada do som, devem se adaptar às mudanças e dar um novo rumo à suas carreiras. Enquanto Don se sai muito bem, Lina se aproveita  de Kathy Selden, uma jovem que sonha em ser atriz, mas se vê obrigada a trabalhar dublando a péssima voz de Lina. Quando Don se apaixona por Kathy, decide fazer de tudo para que o talento da amada seja finalmente reconhecido.

“Cantando na chuva”  ficou em 5° lugar na lista dos os 100 melhores filmes norte americanos de todos os tempos, publicada em 2007 pelo American Film Institute.

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O Último Épico: Doutor Jivago

Falando de clássicos dos anos 60, quem nunca ouviu falar do épico “Doutor Jivago”? Seja na escola, no trabalho ou na roda de amigos, esse filme  sempre é comentado. Produzido em 1965, o longa de 197 minutos pode entrar na lista dos filmes que você precisa assistir antes de morrer.

 Baseado no livro de Boris Pasternak, a história do médico e poeta tem como cenário a Revolução Russa e cativou públicos de todas as partes do planeta por sua veracidade e sensibilidade.

 Mais do que a história de um médico ou a história de uma revolução,

“Doutor Jivago” mostra como a humanidade escreve sua própria história, e como todo o ser humano sente, sofre e chora em qualquer época, em qualquer circunstância.

 Jivago (Omar Sharif) é médico e poeta, no decorrer da história de vê dividido entre duas mulheres, Tonya (Geraldine Chaplin) e Lara (Julie Christie). O contexto histórico torna o filme verossímil, mostrando os horrores da guerra e a forma como o meio social afeta os indivíduos. Os encontros e desencontros de Jivago e Lara se mesclam à história da Rússia, e a narrativa poética mostra todos os sentimentos humanos que afloram tanto no amor como na guerra.

Quanto Mais Quente Melhor!

Aproveitando o clima de beleza e sensualidade das divas do cinema, vamos relembrar um clássico que conta com a atuação de um ícone de beleza e sensualidade, considerada por muitos como a mulher mais linda de todos os tempos: Marilyn Monroe.

“Quanto mais quente melhor” (Some like it hot) produzido em 1959, obra prima do diretor Billy Wilder, é um dos filmes mais conhecidos da diva, vencedor de importantes prêmios do cinema, como o Oscar, o Globo de Ouro e o Bafta.

Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemmon) são dois músicos atrapalhados e desempregados. Jerry se preocupa com o futuro incerto dos dois, enquanto Joe propõe soluções duvidosas para seus problemas financeiros, como apostar seu cachê em corridas de cachorro ou penhorar seu único casaco em pleno inverno.

Por acidente, os dois presenciam o massacre de São Valentim em Chicago, mas conseguem escapar. Os criminosos não querem testemunhas, e passam a persegui-los para matá-los.

Desempregados e fugindo dos mafiosos, os dois amigos vêem a oportunidade perfeita para mudarem de vida quando surgem duas vagas para músicos em um hotel na Flórida. O único problema é que as vagas são para mulheres. Os dois decidem se disfarçar e se transformam em Josephine e Daphne. Leia o resto deste post

Saludos Amigos e a Política da Boa Vizinhança Durante a Segunda Guerra

Donald experimentando a brasileiríssima cachaça em "Saludos amigos"

Se você já assistiu “Saludos amigos” com certeza achou o filme muito divertido e cheio de magia, com uma trilha sonora realmente digna de uma indicação ao Oscar. Mas como todos nós já sabemos, nada é feito em vão.

“Saludos Amigos” foi produzido pelos EUA na época da Segunda Guerra Mundial, como um dos esforços para se aproximar dos países Sul Americanos.

O filme é ao mesmo tempo animação e uma espécie de documentário sobre a visita de Walt Disney e sua equipe ao Brasil, que aconteceu em 1941. Disney  e sua equipe visitaram vários países da América Latina, entre eles o Brasil, com o intuito de manter relações diplomáticas com os países sul-americanos, numa política de “boa vizinhança”. O objetivo final da visita era colher informações para a criação de um filme com elementos latino- americanos.

Disney gostou particularmente da música “Aquarela do Brasil”, de Ari Barroso, que utilizou no último segmento de “Saludos amigos”, e da nossa conhecida ave falante: o papagaio, que inspirou Disney a criar o personagem Zé Carioca, ganhou a vestimenta do típico malandro do Rio de Janeiro dos anos 40. Leia o resto deste post

Antes de Blu, Zé Carioca Visitou o Rio!

Vamos começar a semana falando de um assunto bem divertido: desenhos animados. A febre do momento é a animação Rio, que destaca as belezas naturais e a cultura carioca, contando a história da simpática arara Blue, que viaja ao Rio de Janeiro.

Mas Blue não é o primeiro personagem a visitar o nosso país, antes dele vieram Pato Donald, Pateta e Zé Carioca no clássico dos estúdios Disney “Saludos Amigos”. No divertido longa da Disney, o Pato Donald visita o Rio de Janeiro e até aprende a sambar!

Primeiro filme a mostrar simultaneamente imagens de desenhos e atores reais, “Saludos Amigos” recebeu três indicações ao Oscar em 1943, nas categorias Melhor Trilha Sonora de Filme Musical, Melhor Som e Melhor Canção Original.

Poucas pessoas sabem, mas em “Saludos amigos” nasceu o brasileiríssimo personagem Zé Carioca, o papagaio malandro que encanta e diverte adultos e crianças há várias gerações. Leia o resto deste post

Um dos melhores Clássicos musicais do cinema – “Funny Girl”

 

Atendendo a pedidos vamos falar hoje sobre outro clássico do cinema, “Funny Girl – Uma garota genial” este é um filme norte-americano dirigido por William Wyler baseado em uma história real sobre a humorista Funny Bride, e foi estreado em meados de 1968, com o gênero Drama biográfico musical. Em 1975 foi lançada um continuação em “Funny Lady”, que sofreu algumas criticas de espectadores que amaram esse primeiro filme.

Funny Girl é um ótimo filme de comédia musical, sua trama conta a história da vida da cantora e comediante Fanny Brice interpretada por Barbra Streisand que nesse filme marcou sua estréia como cantora no cinema, Barbra recebeu diversos prêmios de melhor atriz decorrente de sua perfeita atuação em “Funny Girl”, como o Globo de Ouro, o Oscar e o David di Donatello, e também recebeu indicação ao premio similar da Academia Britânica de Cinema e Televisão.

O filme possui uma perfeita direção de Wyler, com atuações e trilhas sonoras dignas de muitos elogios, a aceitação desse filme foi tão boaque teve 8 indicações ao Oscar, uma maravilhosa noticia a produção e ao elenco do filme.

O filme se trata de uma jovem pobre, sem muitos recursos, chamada Fanny Brice que sonha em fazer carreira como cantora, sua primeira chance de realizar seu sonho é concedida no “Kenney’s Music Hall”, após uma engraçada apresentação de estréia como bailarina sobre patins.  Nick Arnstein, um rico jogador que estava na platéia logo passa a admirá-la e como uma pessoa de muitas influencias decide indicá-la ao Sr. Florenz Ziegfeld, um famoso produtor do “Ziegfeld Follies”, com o intento de que ele faça um teste com a garota Fanny. Depois da aprovação no teste, Funny inicia seu trabalho para o Sr. Florenz, assim não demorou muito para se tornar a grande artista de seus shows.  Após Muito tempo sem se verem, Funny e Nick se reencontram e terminam se casando em uma viajem de navio, que resulta algum tempo depois em uma filha.

   

Ao retornarem ao teatro, Funny ainda é muito admirada e bem sucedida, isso faz com que Nick se sinta um pouco mal com a situação, pois não tem mais os mesmos prestígios de antigamente, devido ter sofrido grandes prejuízos com poços de petróleo e não ter mais sorte no pôquer.

Ela tenta ajudá-lo financeiramente, mas quando Nick descobri que ela estaria tentando ajuda-lo com US$ 50 mil sem o seu conhecimento, recusa a ajuda de sua amada.  Sem querer aceitar a ajuda de Funny se encontra afundado em dívidas, Nick acaba se envolvendo em atividades ilegais e vai preso, e mesmo assim Fanny continua crescendo e fazendo cada vez mais sucesso no teatro. Quando Nick sai da prisão após 18 meses de reclusão, ele a procura e decide acabar com o casamento, por não querer ser um estorvo na vida dela.

 

  Elenco principal

 

Este filme ocupa a 16ª colocação na Lista dos 25 Maiores Musicais Americanos de todos os tempos, idealizada pelo American Film Institute (AFI) e divulgada em 2006.

Ainda em Tempos Modernos

“Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria.”
Charles Chaplin

 

Voltando a falar do mestre do cinema Charles Chaplin, não poderíamos deixar de comentar sobre uma de suas melhores obras, o imortal filme “Tempos modernos”, que encanta gerações desde que foi lançado. Se você já assistiu, sabe que “Tempos Modernos” é simplesmente incrível, e que poderíamos falar sobre ele durante horas, se ainda não assistiu saiba que vai se impressionar com a crítica de Chaplin à sociedade moderna e à industrialização.

 Já na primeira cena do filme Chaplin mostra seu humor satírico, comparando os trabalhadores apressados, indo para o trabalho, a um rebanho de animais. Essa primeira cena já sintetiza o argumento do filme: na época da indústria e da velocidade o homem perde a sua racionalidade e capacidade de análise crítica, na difícil batalha pelo pão de cada dia acaba se equiparando aos animais.

O filme é o retrato de uma época, mas ainda hoje continua sendo muito atual, pois descreve a forma como o homem é escravizado pelo trabalho maçante e repetitivo e condicionado pelo relógio, tendo que programar seu tempo de trabalho e descanso de acordo com a indústria. É muito conhecida a cena em que o trabalhador, estafado de tanto executar a repetitiva tarefa de apertar parafusos, sai da máquina e começa a apertar tudo o que vê pela frente como se fosse um parafuso. Nessa famosa cena, Chaplin critica a robotização do trabalho que surgiu no período a revolução industrial, em que o homem participa de parte do processo de produção mas não se reconhece como parte integrante dele ao ver o resultado final. Genial também é a exposição da difícil situação da garota órfã de mãe que rouba bananas em um navio para levar ao pai desempregado e às irmãs. Posteriormente seu pai morre e a garota foge para não ser levada pelo juizado de menores como suas irmãs, destino que para ela seria pior que enfrentar a vida sozinha.

O filme de Chaplin mostra de maneira satírica a realidade das pessoas diante da Revolução Industrial e dos avanços tecnológicos, e  exatamente por isso é uma obra prima ainda hoje atual. Ao assistir “Tempos Modernos” cada um de nós se identifica com determinada cena, se lembra de seu trabalho ou de seu chefe, ou de como se sente condicionado ao horário de trabalho ou ao horário de almoço. Muitas vezes nos sentimos engolidos pelas engrenagens da máquina e pelo sistema de trabalho que nos sufoca, tal como o gracioso e atrapalhado operário representado pelo eterno mestre do cinema.

Há muito a se falar sobre uma obra prima, e para encerrar o comentário de hoje, destacarei uma cena maravilhosa mas não muito comentada desse maravilhoso clássico: o trabalhador tenta servir as mesas no restaurante em que trabalha, mas os clientes do lugar ocupam o salão de baile, dançando, e não o deixam  passar com a bandeja. Essa cena é simplesmente genial, pois é exatamente assim que vivemos até hoje: o trabalhador faz malabarismos diariamente para executar seu trabalho, para sobreviver, apesar de todos os obstáculos enfrentados diariamente.Mais uma vez a arte imita a vida e o humor é utilizado com maestria para criticar a sociedade e mostrar o que muitos não querem ver.

Da próxima vez que assistir “Tempos Modernos” lembre-se da genialidade do grande artista que disse:

“A vida é uma tragédia quando vista de perto, mas uma comédia quando vista de longe.”
Charles Chaplin