Arquivo da categoria: Por trás das câmeras

Informações de diretores, produtores e outros que participaram dos filmes mais sem aparencer neles.

Cine Vintage – O Retorno

Para todos que curtem o blog temos uma boa notícia: após um longo e tenebroso inverno voltaremos com gás total, trazendo muito mais informações, dicas e curiosidades sobre os melhores filmes do mundo!

Aguardem!

Fonte: mundodastribos.com

Fonte: mundodastribos.com

Anúncios

Cenas proibidas no cinema clássico

Por incrível que pareça na década de 1930 cenas que hoje nem seriam levadas em consideração, naquela época foram consideradas escandalosas, e muitas delas foram até vetadas das telonas do cinema, devido a fortes padrões morais existentes naquela época. Os produtores de cinema tinham por obrigação retirar todas as cenas que fericem de alguma forma o padrão moral da sociedade que presenciava essa época dos cinemas, e caso não cumprissem essas obrigações prioritárias na veiculação do filme, poderiam até mesmo serem levados a prisão.

Houve um Código de Produção de Filmes (Motion Picture Production Code), que ficou em vigor  no período de 1930 e 1968, também chamado de Código Hays, devido ao seu criador Will H. Hays. Esse código regia uma sequência de autorregulamentações direcionadas a indústria de cinematográfia, e censuras para as produtoras de cinema e teatro dos Estados Unidos.

“Este vídeo foi feito em 2007 para o “72 Hours Film Festival”, em Frederick, Maryland, montado com cenas que foram obtidas de rolos de filmes em acetato de celulose, encontrados em um antigo cinema da Pennsylvania.

Essas Cenas foram cortas pelos produtores para a veiculação dos filmes, de forma que estas feriam os padrões morais existentes daquela época.

Fazendo um enorme contraste com os filmes contemporâneos, temos hoje um longa-metragem estreado a pouco tempo no cinema nacional, o chamado “Bruna Surfistinha“ que contem cenas fortíssimas e possui censura para o público abaixo de 16 anos. Hoje este filme foi encarado com naturalidade, e as cenas exibidas no cinema nem tiveram cogitações de censura, o que mudaria completamente na época de 1930, a exibição deste filme naquele período seria um absurdo mundial, destruindo toda o padrão de moral daquele público.

Assista somente o trailer desse ótimo filme contemporâneo e compare com as cenas censuradas em uma época onde padrão moral era extremamente mais rigoroso.

Trailer Bruna Surfistinha

As Belas Atrizes do Cinema Clássico

Tem assunto melhor do que Beleza? e beleza no cinema? Nem todas as belas atrizes poderiam ser citadas em um só post, lindas, sexys, simpáticas e muitas, inesquecíveis, marcaram época nas telonas e se tornaram ícones, todas ainda hoje são lembradas e talvez nunca se apaguem da história. Atrizes de diversos lugares do mundo nos deram o prazer de velas em inúmeros filmes que constituíram nossa história cinematográfica, poderíamos ficar dias, posts e posts, falando da beleza de cada uma, mas hoje escolhemos 6 lindas atrizes que fizeram fama e se exibiram nas telas dos cinema para bilhões de pessoas de todas as partes do mundo.

Primeiramente a linda Audrey Hepburn (Ixelles, 4 de maio de 1929 — Tolochenaz, 20 de janeiro de 1993)

Audrey Kathleen Ruston, nascida em Bruxelas (Bélgica) em 4 de maio de 1929, filha única de Joseph Anthony Ruston e de Ella Van Heemstra (que era uma baronesa).  

Audrey Herburn fez diversos filmes que a levaram à fama, Hepburn foi o nome pelo qual ficou conhecida devido suas ótimas atuações no cinema, esse sobrenome foi anexado ao seu de batismo, pelo pai. Sua simpatia e beleza a tornaram símbolo de beleza e ainda hoje é lembrada como uma das mais elegantes e belas atrizes da história cinematográfica.

Ava Gardner também nos encheu os olhos (Grabtown, 24 de dezembro de 1922Londres, 25 de janeiro de 1990)

A linda atriz Ava Lavinia Gardner, ou simplesmente Ava Gardner como sempre foi chamada, é uma das 50 maiores lendas do cinema, segundo a lista do Instituto de cinema norte-americano, bela, simpática e uma perfeita atriz, encarnava seus papeis com muita dedicação, o que resultou em sua fama, foi à atriz norte-americana considerada uma das mais belas atrizes da história do cinema, representando o cinema clássico americano dos anos 1940 e 1950.

A bela Brigitte Bardot

Brigitte Anne-Marie Bardot, conhecida mundialmente como BB ou Brigitte Bardot, nasceu em Paris dia 28 de Setembro de 1934. Sua primeira aparição nas telas foi em 1952, como Javotte Lemoine, no filme “Le Trou normand”, uma atriz e cantora francesa maravilhosa, que nos encantava com seu charme e seus dons da atuação e de voz como ninguém, é considerada o grande símbolo sexual dos anos 50 e 60. Após se retirar do mundo do entretenimento e se afastar da vida pública, tornou-se ativista dos direitos animais.

Elizabeth Taylor linda como sempre (Londres, 27 de fevereiro de 1932Los Angeles, 23 de março de 2011)

Conhecida mundialmente por Liz ou Liz Taylor,  a Sra. Elizabeth Rosemond Taylor (nome original) nasceu em Londres no dia 27 de fevereiro de 1932, Filha dos americanos, Francis Leen Taylor e Sara Viola Rosemond Warmbrodt, que mudaram-se para os Estados Unidos em 1939. Liz começou a carreira cinematográfica ainda criança, e foi descoberta aos dez anos para atuar em filmes. Filmou There’s One Born Every Minute, contratada pela Universal Pictures, mas não teve o contrato renovado. Revelou seu talento participando de filmes infanto-juvenis, como na estreia em 1943 num pequeno papel da série Lassie. Desde então se apaixonou pela atuação, chegando a ganhar algumas premiações.

A beleza de Sophia Loren também já nos encontou muito

Descoberta pelo produtor de cinema Carlo Ponti no set do filme “Africa sotto i mari“, que se tornou algum tempo depois seu marido e pai de seus dois filhos, a atriz Sophia Loren se virou ícone de beleza das mulheres italianas em Hollywood. Sophia Villani Scicolone, nasceu em Roma, Itália, em 1934 e seu talento e beleza conquistou o cinema mundial.

Sophia trabalhou com grandes diretores como Vittorio De Sica, Federico Fellini, Ettore Scola, Robert Altman, Lina Wertmüller, entre outros, e ganhou também diversos prêmios como: Oscar de Melhor Atriz, Melhor Atriz no Festival de Cannes.

E a inesquecível Marilyn Monroe (Los Angeles, 1 de junho de 1926 — Los Angeles, 5 de agosto de 1962)

Marilyn Monroe, esse é um dos nomes mais conhecidos do cinema mundial.

Norma Jeane Mortensen esse é o verdadeiro nome da maravilhosa estrela Marilyn Monroe, nascida em Los Angeles no dia 1 de junho de 1926. É uma das mais famosas atrizes norte-americana do cinema de todos os tempos, símbolo de sensualidade, beleza e atitude. Se tornou ícone de popularidade no século XX.

 Felizmente, essas não são as únicas lindas atrizes do cinema, podendo ser incluídas muitas outras, como: Gene Tierney, Greer Garson,  Greta Garbo,  Ingrid Bergman,  Natalie Wood e  Rita Hayworth. Mas para um post seria demais para os olhos do espectador, essas foram algumas das que merecem destaque por sua beleza e fama exibida nas telas do cinema.

“Carlitos repórter“ é o Primeiro filme estreado por Chaplin.

 

  Aproveitando a deixa dos clássicos de Charles Chaplin, nada mais justo do que falar da estreia deste astro no cinema mudo. Poucos sabem que o  primeiro filme de Charles Chaplin foi “Making a Living” onde ele “interpretou” um repórter, isso, isso mesmo, um mero repórter, ou melhor um grande repórter na comédia “”Carlitos repórter” (nome dado ao filme aqui no Brasil) que se fosse protagonizado por qualquer outro ator não passaria de um simples personagem de repórter.

  Já no inicio de sua carreira, no primeiro filme de Chaplin é possível perceber o grande potencial deste ator, com seu estilo inventivo, improvisando piadas e sendo protagonista das situações mais cômicas que marcariam seu estilo e seu profissionalismo inconfundível durantes épocas.

“Making a Living” ou como foi nominado no Brasil “Carlitos repórter”, teve sua estréia em 02 de fevereiro de 1914, chegando já a quase cem anos do inicio da carreira do grande Chaplin nas telonas do cinema mudo. O filme curta-metragem de origem estadunidense é do gênero incomparável de comédia, marcado pela originalidade de Charles Chaplin, esse filme foi produzido para os Estúdios Keystone, dirigido por Henry Lehrman, com a produção de Mack Sennett, ambos considerados mestres da comédia pastelão.

  A comédia “Making a Living” se trata de um falso aristocrata inglês Slicker (Charles Chaplin) que faz um papel de um vigarista disposto a aplicar os golpes mais sujos para conseguir um emprego de repórter e quando vai trabalhar como repórter se envolve com o roubo de uma câmera fotográfica com negativos de uma reportagem sensacionalista. O filme foi exibido no Brasil com o nome de “Carlitos Repórter”, marcando assim a estréia de Chaplin nas telas do cinema mundial.

O famoso personagem Vagabundo só aparece no próximo filme “Kid auto reace at Venice” (Corrida de automóveis para meninos), que estreou em 07 de fevereiro do mesmo ano.

**********************************************************************************************************************

Elenco do Filme:

Charles Chaplin: Slicker, o repórter (Nota: no IMDB o nome do personagem de Chaplin aparece como Swindler).

Virginia Kirtley: jovem

Alice Davenport: mãe

Henry Lehrman: repórter

Minta Durfee: mulher

Chester Conlin: policial/vagabundo

 **********************************************************************************************************************

 Para os fãs deste grande astro do cinema mundial e colecionadores, aqui vai alguns links para a compra dos melhores filmes em DVDs de Charles Chaplin, Confira:

  Encontre na UOL Buscapé, MercadoLivre, QueBarato, Izideal, Travessa, Shopmania

**********************************************************************************************************************

Mentiras saudáveis de Goffredo Lombardo

 
O produtor Goffredo Lombardo, que através de  mentirinhas saudáveis conseguiu Burt Lancaster para o papel principal de “O Leopardo”
 
 Muitas vezes o acaso nos proporciona boas surpresas. O produtor de “O Leopardo”, Goffredo Lombardo conta que o diretor Luchino Visconti queria o ator Laurence Olivier para o papel de Príncipe Salinas, contrariando a vontade do produtor que sugeriu Burt Lancaster, pois um ator Hollywoodiano alavancaria a bilheteria do filme. Visconti protestou: “Não, mas Lancaster é um Cowboy!”.
 

Lombardo conta que viajou para os EUA para falar com Lancaster a respeito do filme, chegando lá, mentiu, dizendo ao ator: “Visconti adoraria trabalhar com você”. Como Lancaster não conhecia o trabalho de Visconti, Lombardo deixou com ele um filme do diretor Europeu, e retornou para a Itália. Ao reencontrar Visconti, mentiu novamente: “Lancaster disse que adoraria fazer um filme conosco”.

Para surpresa de todos, Lancaster assistiu o filme de Visconti, gostou e entrou em contato com Lombardo, dizendo que queria atuar em “O Leopardo”. Goffredo conta que no primeiro encontro de Visconti e Lancaster, apresentou os dois e saiu da sala, morrendo de medo que eles descobrissem a mentira.

Pelo menos essa foi uma mentira saudável, afinal se não fosse por ela não teríamos a brilhante atuação de Burt Lancaster como Príncipe Salinas. Após “O Leopardo”, Visconti e Lancaster estreitaram relações e trabalharam juntos novamente no filme Violência e Paixãoque estreou em 1974.

O ator Laurence Olivier, indicado pelo diretor Luchino Visconti para o papel de Príncipe Salinas

 

O ator escolhido: Burt Lancaster em famosa cena de "O Leopardo" ao lado da atriz Claudia Cardinale

Marcando Época

O diretor italiano Luchino Visconti em gravação

Há filmes que deixam sua marca por onde passam, é o caso de “O Leopardo”.

Na entrevista que concedeu sobre o filme, o produtor Goffredo Lombardo conta que a equipe de produção rodou por Palermo durante vários dias, procurando mansões antigas, até encontrar uma que fosse perfeita para a ambientação de “O Leopardo”. Segundo o produtor, o diretor Luchino Visconti sempre foi muito perfeccionista, e se preocupava com os mínimos detalhes de seus filmes, por isso queria encontrar o ambiente perfeito para a gravação.

Lombardo diz ainda que a gravação do filme foi um espetáculo para as pessoas que moravam em Palermo, nas redondezas do set de filmagem. A população se agitava e queria participar do que estava acontecendo ali, a equipe de produção tentava manter a ordem durante as gravações mas não conseguia. A solução encontrada por Visconti foi chamar essas pessoas para serem figurantes! Incrível não? Mas um bom filme é assim mesmo, marca presença por onde passa, e acima de tudo, fica para sempre em nossas memórias. O perfeccionismo de Visconti gerou um belo resultado.