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Os Atores Mais Gatos do Cinema Clássico – Parte II

Gostou da nossa lista de atores gatos do cinema clássico? Pois então prepare-se, pois afinal tantos gatos não caberiam em um só post…

Marlon Brando

Famoso por sua beleza e inegável talento, Marlon Brando nasceu em 3 de abril de 1924 na cidade de Omaha, nos EUA, e faleceu em 1 de julho de 2004. Começou sua carreira no teatro atuando na peça “Tennessee Williams, Um Bonde Chamado Desejo”, e seu primeiro trabalho no cinema foi o longa “Espíritos       Indômitos”, em 1950. Fez vários filmes de sucesso, ganhou o primeiro Oscar em  1954  com o filme “Sindicato dos ladrões”. Brando chegou ao auge do sucesso nos anos 70, protagonizando gigantes como “O Poderoso Chefão”, “O Padrinho” e “Último Tango em Paris”.  Se aventurou como diretor em 1961, dirigindo o filme “ A Face Oculta”.

Alguns filmes com atuação de Marlon Brando:

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Os Atores Mais Gatos do Cinema Clássico

Hoje em dia galãs como Brad Pitt, Tom Cruise, Antonio Banderas e Rodrigo Santoro são sensação nas telonas, mas antes deles muitos outros atores fizeram sucesso com seu charme e atitude. Preparamos uma lista dos atores mais bonitos e charmosos do cinema clássico. Confira:

Alain Delon

O belo garoto de olhos azuis nasceu em 8 de novembro de 1935 na cidade de Sceaux, na França. Teve uma infância problemática e aos 17 anos lutou na Indochina pela marinha francesa. Em 1956 se mudou para Paris e trabalhou como vendedor, garçom e porteiro para sobreviver. Em 1957 foi ao Festival de Cannes com um amigo, e sua beleza chamou a atenção do produtor David Selznick, que lhe ofereceu um contrato em Hollywood, com a condição que Delon aprendesse a falar inglês, porém, ao retornar à Paris, Delon conheceu o cineasta  Yves Allégret, que o convenceu a começar a carreira na França.

Seu primeiro filme de sucesso foi o clássico do suspense “O sol por testemunha”, dirigido por René Clément , baseado em um livro de Patricia Highsmith. O longa foi também fonte de boatos sobre sua sexualidade, devido à grande proximidade de Delon com o diretor Clément.

Sua beleza o tornou um símbolo sexual nos anos de 60 e 70, mas o belo Delon sempre se esforçou para ser reconhecido como um bom ator, e não apenas como um rostinho bonito. Sua atuação mais recente foi em 2008, quando encarnou o romano Júlio César no filme “Astérix nos jogos Olímpicos”.

Alguns filmes de Alain Delon:
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Cinema Western – de volta ao velho Oeste

Depois do final de semana e do Dia dos Trabalhadores vamos começar a segunda-feira com o pé direito, relembrando um gênero clássico do cinema norte-americano consagrado nas telonas,  e que até hoje possui fãs no mundo todo: os Westerns, conhecidos também como filmes de bang-bang ou faroeste. A palavra Western, em inglês significa “ocidental”, e os filmes do gênero têm como tema romances, intrigas e casos ocorridos no Oeste dos EUA, ou seja far west, por isso no Brasil e em Portugal foram popularmente chamados filmes de “Faroeste”. Há Westerns para todos os gostos, desde filmes mais antigos como Cimarron (1930), até os mais recentes como Dança com Lobos (1990).

 

"Dança com lobos" Western vencedor do Oscar em 1991

As histórias geralmente se passam no velho Oeste dos EUA, na época da colonização, e mesmo quem não conhece tão bem os filmes do gênero se lembra dos seus elementos mais comuns: as famosas tabernas, saloons, cavalos, cawboys, índios e xerifes.

Os Westerns são originalmente norte-americanos, contando histórias típicas da cultura e dos costumes de uma determinada época e local dos EUA, porém há também os westerns Italianos, conhecidos como “Westerns Spaghetti”.

 De uma forma geral o cinema Western tem um forte significado cultural, não só por representar a cultura de uma determinada época e local, mas principalmente por representar uma sociedade em que as pessoas se destacam e sobrevivem através da violência e dos códigos de honra instituídos, que estão acima da moral e da lei. Atirar pelas costas, por exemplo, é um ato condenável e considerado uma quebra desse código de honra, enquanto o próprio ato de matar não é algo considerado errado. Outros traços culturais são encontrado nos filmes de faroeste, como a disputa entre brancos e índios no período da colonização. Fugindo da regra, o filme Soldier Blue (Quando é preciso ser homem), não mostra a
“Os Imperdoáveis” Western vencedor do Oscar em 1992

figura do heróico mocinho que ataca os índios, mas sim o outro lado: critica a violência contra os povos indígenas e tem como tema central o Sand Creek Massacre, o massacre real de povos indígenas ocorrido no Colorado em 29 de novembro de 1864.

Se você gosta de conhecer novas culturas e gêneros de cinema, os Western não podem faltar na sua lista de filmes, pois além de conhecer curiosidades da vida no velho oeste, você poderá conferir atuações brilhantes de astros e estrelas que se destacaram no cinema mundial protagonizando filmes de bang bang,como Burt Lancaster, Claudia Cardinale, Olivia de Havilland, Candice Bergen, Henry Fonda, Terence Hill, Bud Spencer, Clint Eastwood, Gregory Peck, Dean Martin, Kevin Costner, Giuliano Gemma, James Brown, Kirk Douglas, Omar Sharif, Robert Redford entre outros.

 
 

O clássico "Cimarron", primeiro do gênero Western a ganhar o Oscar de Melhor Filme

O que poucas pessoas sabem é que foi um filme Western, Cimarron, de 1931, um dos primeiros a ganhar o Oscar de Melhor filme. Além dessa, o filme também levou as estatuetas de melhor direção de arte e melhor roteiro adaptado. Outros dois filmes de faroeste a consquistar o Oscar foram Dança com Lobos (1990), indicado para doze categorias do Oscar 1991 e vencedor de sete, incluindo melhor filme, roteiro e direção; e Os Imperdoáveis (1992), vencedor de quatro Oscars em 1992, incluindo Melhor Filme e Direção, selecionado entre 100 melhores Filmes de todos os tempos pelo American Film Institute.

Gostou? Então aguarde, pois amanhã publicaremos uma lista de filmes Western que você não pode deixar de assisitir.

“É preciso que as coisas mudem para que continuem as mesmas”

 

 

Nós éramos os leopardos, os leões; esses que nos substituíram são os chacais, as hienas; e todos os leopardos, chacais e ovelhas continuarão a acreditar no sal da terra.

A sessão vintage fala hoje do filme que foi considerado por muitos a obra prima do diretor  italiano Luchino Visconti: “O Leopardo.”

Com belas paisagens e elenco de peso, “O Leopardo” foi inspirado no livro de mesmo nome, escrito por Giuseppe Tomasi de Lampedusa, e mostra com uma clareza verdadeira e emocionante a o retrato de toda uma época.

Na Sicília de 1861 a aristocracia decadente tenta se manter no poder em frente às revoluções burguesas, as revoluções de Garibaldi anunciam a unificação da Itália e a mudança do modelo de poder do país.

Dom Fabrizio, o Príncipe Salinas (Burt Lancaster, em seu melhor papel), tenta ignorar as mudanças que estão acontecendo em seu país, enquanto seu sobrinho Tancredi (Alain Delon) se une ao exército revolucionário, e justifica-se a seu tio com a frase que caractetiza o filme e o pensamento da aristocracia da época: “Se queremos que tudo fique como está é preciso que tudo mude “.

“O Leopardo” retrata essas mudanças, tanto no estilo de vida da aristocracia decadente, como na ascensão de outras formas de poder, e principalmente a flexibilidade dessa aristocracia para se manter em uma posição superior, mudando de lado conforme as regras do jogo

A magnífica atuação de Claudia Cardinalle também deve ser destacada. No papel de Angélica Sedara, a bela mulher que encanta Tancredi. Angélica é o modelo de mulher bonita e audaciosa, que vem de uma família burguesa e rica, porém sem títulos, e aspira reconhecimento social e títulos de nobreza. Ironicamente, essa linda moça possui mais dinheiro que seu noivo, o sobrinho do Príncipe Salinas. Amores à parte, esse casamento se mostra como mais uma das ferramentas de Tancredi para manter as coisas como são.

As cenas finais mostram o baile de noivado de Angélica e Tancredi, e são a síntese da situação presente e futura da aristocracia: Dom Tancredi firma seu compromisso com a burguesa para manter seu poder e sua posição social. O exuberante baile de noivado é representado por Visconti como uma cerimônia fúnebre, mostrando a decadência do Leopardo, e a morte de tudo o que ele representa.

A trama social é maravilhosa, mas o que mais encanta no filme é a sua emotividade, ao mostrar o impacto das mudanças sociais na vida e nos sentimentos das pessoas. A atuação de Lancaster é esplêndida, mostrando toda a emoção (ou falta dela), nostalgia e pessimismo de um príncipe que vê tudo aquilo que conhece escorrendo pelos dedos.

Premiações

OSCAR
Indicação
Melhor Figurino – Colorido

GLOBO DE OURO
Indicação
Melhor Revelação Masculina – Alain Delon

FESTIVAL DE CANNES
Vencedor
Palma de Ouro

Elenco


Burt Lancaster (Príncipe Don Fabrizio Salinas)

 

 

 

 

 

 


Alain Delon (Tancredi Falconeri)

Claudia Cardinale (Angelica Sedara)

Elenco completo:
  • Burt Lancaster (Príncipe Don Fabrizio Salinas)
  • Claudia Cardinale (Angélica Sedara)
  • Alain Delon (Tancredi Falconeri)
  • Paolo Stoppa (Don Calogero Sedara)
  • Rina Morelli (Princesa Maria Stella Salina)
  • Romolo Valli (Padre Pirrone)
  • Terence Hill (Conde Cavriaghi)
  • Pierre Clémenti (Francesco Paolo)
  • Lucilla Morlacchi (Concetta)
  • Ida Galli (Carolina)
  • Ottavia Piccolo (Catarina)
  • Carlo Valenzano (Paolo)
  • Anna Maria Bottini (Mademoiselle Dombreuil)
  • Lola Braccini (D. Margherita)
  • Howard Nelson Rubien (Don Diego)
  • Giovanni Melisenda (Don Onofrio Rotolo)
  • Serge Reggiani (Don Francisco Ciccio Tumeo)
  • Giuliano Gemma (General de Garibaldi)