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Grease – Nos Tempos da Brilhantina

Vamos falar hoje de um dos maiores sucessos da década de 70, “Grease” ou melhor “Nos tempos da brilhantina”, esse filme é espetacular e é um dos musicais mais conhecidos do cinema até hoje, ainda é lembrado por todos com um belo clássico cinematográfico. O filme “Grease” foi rodado no ano de 1978, contou com a participação de John Travolta e Olivia Newton-John e foi dirigido por Randal Kleiser .

Relatos dizem que o nome original “Grease” vem de uma subcultura de jovens trabalhadores norte-americanos conhecidos como “greasers”, ou melhor gangues de rua, existentes no nordeste e no sudeste dos Estados Unidos nos anos 50. O estilo de vida dos Jovens “Greasers” se tornou muito popular na época entre a juventude americana devido à seu aspecto de rebeldia nos costumes e no modo de agir desses grupos.

O Orçamento de Grease foi de US$ 6 milhões, sendo que arrecadou US$ 360 milhões nas bilheterias de todo o planeta. Teve uma continuação (“Grease 2”) em 1982 com Michelle Pfeiffer no papel principal, mas não obteve o mesmo sucesso.

Sinopse

O filme ocorre na Califórnia na década de 50, quando a australiana Sandy (Olivia Newton-John) se apaixona por Danny (John Travolta) enquanto estava de férias nos Estados Unidos, ambos acabam trocam juras de amor, mas quando o verão acaba Sandy tem que voltar para a Austrália e o casal se separa. Porém os pais dela decidem mudar de idéia e permitem que ela fique e ela acaba indo para o mesmo colégio de Danny. Embora os dois ainda estejam apaixonados ele a trata totalmente diferente e começa a esnobá-la. Líder da gangue dos T-Birds, ele tem uma reputação a manter e não pode ficar namorando apenas uma garota. Sandy fica desapontada, pois não consegue se adaptar à nova vida. Esta trama retrata a vida e o comportamento dos jovens daquela época. Grease – Nos Tempos da Brilhantina foi o grande sucesso de 1978.

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Beijos no cinema

Beijos…nada melhor do que isso, em um dia frio como hoje.

Os mais antigos relatos sobre o beijo remontam a 2500 a.C., nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia. Diz-se que na Suméria, antiga Mesopotâmia, as pessoas costumavam enviar beijos aos deuses. Na Antiguidade também era comum, para gregos e romanos, o beijo entre guerreiros no retorno dos combates.

Era uma espécie de prova de reconhecimento. Aliás, os gregos adoravam beijar. Mas foram os romanos que difundiram a prática. Os imperadores permitiam que os nobres mais influentes beijassem seus lábios, e os menos importantes as mãos. Os súditos podiam beijar apenas os pés. Eles tinham três tipos de beijos: o basium, entre conhecidos; o osculum, entre amigos; e o suavium, ou beijo dos amantes

Falando de beijo, achei uma seleção de beijos no youtube sobre beijos ao longo da história do cinema, muitos deles, são beijos inesquecíveis e super comentados na área cinematográfica.

Vale apena dar uma olhadinha…assista e comente qual foi o melhor.

Confira os Prêmios do Clássico Doutor Jivago

Ficou curioso para ver “Doutor Jivago”? Então aqui vão mais alguns motivos para você assistir esse clássico:

Prêmio Nobel
O livro “Doutor Jivago” de Boris Pasternak, que inspirou o filme,  ganhou o prêmio Nobel de literatura em 1958.

Indicado ao Oscar (1966) em dez categorias 
Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia , Melhor Figurino, Melhor Trilha Sonora,  Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Tom Courtenay), Melhor Edição e Melhor Som.

Vencedor de cinco Oscars (1966)
Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Figurino e Melhor Trilha Sonora.

Indicado ao Globo de Ouro em seis categorias (1966)
Melhor Revelação Feminina (Geraldine Chaplin), Melhor Filme – Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator – Drama (Omar Sharif), Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora.

Vencedor do Globo de Ouro em cinco categorias  (1966)
Melhor Filme – Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator – Drama (Omar Sharif), Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora.

Indicado ao BAFTA em  três categorias ( 1967 )
Melhor Filme, Melhor Ator Britânico (Ralph Richardson) e Melhor Atriz Britânica (Julie Christie).

Vencededor do Grammy (1967 )
Melhor Trilha Sonora Composta Para um Filme.

Indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes (1966 )

Vencedor do Prêmio David di Donatello (1967 )
Melhor Filme Estrangeiro.

 Confira o trailler original de “Doutor Jivago”

Quanto Mais Quente Melhor!

Aproveitando o clima de beleza e sensualidade das divas do cinema, vamos relembrar um clássico que conta com a atuação de um ícone de beleza e sensualidade, considerada por muitos como a mulher mais linda de todos os tempos: Marilyn Monroe.

“Quanto mais quente melhor” (Some like it hot) produzido em 1959, obra prima do diretor Billy Wilder, é um dos filmes mais conhecidos da diva, vencedor de importantes prêmios do cinema, como o Oscar, o Globo de Ouro e o Bafta.

Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemmon) são dois músicos atrapalhados e desempregados. Jerry se preocupa com o futuro incerto dos dois, enquanto Joe propõe soluções duvidosas para seus problemas financeiros, como apostar seu cachê em corridas de cachorro ou penhorar seu único casaco em pleno inverno.

Por acidente, os dois presenciam o massacre de São Valentim em Chicago, mas conseguem escapar. Os criminosos não querem testemunhas, e passam a persegui-los para matá-los.

Desempregados e fugindo dos mafiosos, os dois amigos vêem a oportunidade perfeita para mudarem de vida quando surgem duas vagas para músicos em um hotel na Flórida. O único problema é que as vagas são para mulheres. Os dois decidem se disfarçar e se transformam em Josephine e Daphne. Leia o resto deste post

“É preciso que as coisas mudem para que continuem as mesmas”

 

 

Nós éramos os leopardos, os leões; esses que nos substituíram são os chacais, as hienas; e todos os leopardos, chacais e ovelhas continuarão a acreditar no sal da terra.

A sessão vintage fala hoje do filme que foi considerado por muitos a obra prima do diretor  italiano Luchino Visconti: “O Leopardo.”

Com belas paisagens e elenco de peso, “O Leopardo” foi inspirado no livro de mesmo nome, escrito por Giuseppe Tomasi de Lampedusa, e mostra com uma clareza verdadeira e emocionante a o retrato de toda uma época.

Na Sicília de 1861 a aristocracia decadente tenta se manter no poder em frente às revoluções burguesas, as revoluções de Garibaldi anunciam a unificação da Itália e a mudança do modelo de poder do país.

Dom Fabrizio, o Príncipe Salinas (Burt Lancaster, em seu melhor papel), tenta ignorar as mudanças que estão acontecendo em seu país, enquanto seu sobrinho Tancredi (Alain Delon) se une ao exército revolucionário, e justifica-se a seu tio com a frase que caractetiza o filme e o pensamento da aristocracia da época: “Se queremos que tudo fique como está é preciso que tudo mude “.

“O Leopardo” retrata essas mudanças, tanto no estilo de vida da aristocracia decadente, como na ascensão de outras formas de poder, e principalmente a flexibilidade dessa aristocracia para se manter em uma posição superior, mudando de lado conforme as regras do jogo

A magnífica atuação de Claudia Cardinalle também deve ser destacada. No papel de Angélica Sedara, a bela mulher que encanta Tancredi. Angélica é o modelo de mulher bonita e audaciosa, que vem de uma família burguesa e rica, porém sem títulos, e aspira reconhecimento social e títulos de nobreza. Ironicamente, essa linda moça possui mais dinheiro que seu noivo, o sobrinho do Príncipe Salinas. Amores à parte, esse casamento se mostra como mais uma das ferramentas de Tancredi para manter as coisas como são.

As cenas finais mostram o baile de noivado de Angélica e Tancredi, e são a síntese da situação presente e futura da aristocracia: Dom Tancredi firma seu compromisso com a burguesa para manter seu poder e sua posição social. O exuberante baile de noivado é representado por Visconti como uma cerimônia fúnebre, mostrando a decadência do Leopardo, e a morte de tudo o que ele representa.

A trama social é maravilhosa, mas o que mais encanta no filme é a sua emotividade, ao mostrar o impacto das mudanças sociais na vida e nos sentimentos das pessoas. A atuação de Lancaster é esplêndida, mostrando toda a emoção (ou falta dela), nostalgia e pessimismo de um príncipe que vê tudo aquilo que conhece escorrendo pelos dedos.

Premiações

OSCAR
Indicação
Melhor Figurino – Colorido

GLOBO DE OURO
Indicação
Melhor Revelação Masculina – Alain Delon

FESTIVAL DE CANNES
Vencedor
Palma de Ouro

Elenco


Burt Lancaster (Príncipe Don Fabrizio Salinas)

 

 

 

 

 

 


Alain Delon (Tancredi Falconeri)

Claudia Cardinale (Angelica Sedara)

Elenco completo:
  • Burt Lancaster (Príncipe Don Fabrizio Salinas)
  • Claudia Cardinale (Angélica Sedara)
  • Alain Delon (Tancredi Falconeri)
  • Paolo Stoppa (Don Calogero Sedara)
  • Rina Morelli (Princesa Maria Stella Salina)
  • Romolo Valli (Padre Pirrone)
  • Terence Hill (Conde Cavriaghi)
  • Pierre Clémenti (Francesco Paolo)
  • Lucilla Morlacchi (Concetta)
  • Ida Galli (Carolina)
  • Ottavia Piccolo (Catarina)
  • Carlo Valenzano (Paolo)
  • Anna Maria Bottini (Mademoiselle Dombreuil)
  • Lola Braccini (D. Margherita)
  • Howard Nelson Rubien (Don Diego)
  • Giovanni Melisenda (Don Onofrio Rotolo)
  • Serge Reggiani (Don Francisco Ciccio Tumeo)
  • Giuliano Gemma (General de Garibaldi)